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quarta-feira, 19 de julho de 2017

Atlantic CleanUp & Ocean Initiatives in Negrito

O sucesso das nossas acções depende, quase exclusivamente, da acção dos voluntários que participam e dão o seu melhor para melhorar este pedaço de planeta em que vivemos. 


Obrigado a TOD@S

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Santa Catarina...mal tratada

Boas,

partilhamos, abaixo, transcrição e link de mensagem colocada no facebook de um dos praticantes de bodyboard, federados através da AST, na Federação Portuguesa de Surf. Gostaríamos que divulgassem para que se entenda que, infelizmente, a natureza "intacta" nos Açores é, na grande maioria das vezes, uma ilusão. 

"Hoje, dia 12 de maio de 2016, após dirigir.-me à onda de Santa Catarina, na Praia da Vitória, ilha Terceira, não quis acreditar no cenário que encontrei:
Depois de muitos anos a lutar pela despoluição e pelo reconhecimento público da importância desta onda para várias gerações não só de surfistas e bodyboarders, mas também de outros praticantes de desportos náuticos como a caça submarina,
Santa Catarina hoje, pelas 10:00 horas estava novamente com esgotos provenientes do matadouro industrial da ilha terceira sem qualquer tratamento, como se pode atestar pelas fotos e vídeo em anexo.
Esta é uma situação gravíssima de saúde pública que deverá ser no mínimo investigada e explicada à população.
Preocupa-me muito como utilizador daquele espaço a exposição de jovens que utilizam aquele mesmo espaço estarem vulneráveis, por exemplo um dia que estejam a surfar, e levam com uma descarga irresponsável destas, e nos problemas de saúde que poderão adquirir. Quem, nesse caso será responsabilizado?"



Esta situação era algo, infelizmente, bastante frequente e, após obras de vários milhares de euros que incluíram uma infraestrutura costeira de protecção (de dimensões questionáveis) e um bypass que transferia o efluente do matadouro industrial para "longe" da mítica onda de Santa Catarina, deixaram de ocorrer... até hoje.
Esperamos que esta situação seja sanada de forma definitiva para que o cartaz dos Açores e principalmente da Ilha Terceira não seja de SANGUE a desaguar no MAR.


O cartaz de recepção às low cost na Ilha Terceira

Fresco...



Infelizmente... estas imagens são ainda do presente

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Ainda não acabou!



Qualidade Ambiental PARQUE INDUSTRIAL SEM MEDIÇÃO DE CHEIROS


Publicado na Terça-Feira, dia 20 de Dezembro de 2011, em Actualidade
A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar diz não possuir aparelhos para medir o ar do Parque Industrial da Praia da Vitória, onde estão localizados o Matadouro, a ETAR e fábricas de conserva e lacticínios, além de não existir regulamentação para a emissão de odores.
Para já, as más condições ambientais verificadas no local estão sujeitas à concretização da empreitada de alteração da rede de drenagem das águas residuais – a jusante da ETAR –, cujo período de execução estava inicialmente previsto por 30 dias.

Está ainda em curso a empreitada de alteração da rede de drenagem das águas residuais – a jusante da ETAR –, no Parque Industrial da Praia da Vitória, cujo período de execução estava inicialmente previsto por 30 dias.

Entretanto, a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (SRAM) diz não possuir aparelhos para medir o ar e os odores daquela zona de indústria onde estão localizados potenciais causadores de maus cheiros como o Matadouro, a ETAR e fábricas de conserva e lacticínios.

Para além desse projecto, os alvarás indicam também a empreitada de desvio da rede de drenagem da Pesca Atum e a empreitada de protecção da marginal da zona adjacente ao terminal de combustíveis, reabilitação da obra complementar de abrigo do terrapleno do núcleo de pesca e requalificação do hydrolift do Porto da Praia da Vitória.

As más condições ambientais verificadas no local estão sujeitas à concretização das empreitadas no sentido de desviar os esgotos e proceder ao tratamento de águas residuais antes da descarga no oceano.

Segundo o documento do gabinete do secretário regional da Presidência, em resposta aos deputados da Terceira do PSD, sobre a qualidade ambiental do parque industrial da Praia da Vitória, as medidas tomadas para a monitorização da qualidade do ar e dos odores passam pela realização de inspecções regulares desde 2009 “a todas as unidades de média e grande dimensão, potencialmente capazes de provocar problemas ambientais”.

“Não existindo regulamentação para a emissão de odores, todas as situações associadas aos odores foram averiguadas de forma indirecta, ou seja, verificando-se o adequado funcionamento dos equipamentos e instalações que poderão estar na origem da emissão de odores”, pode ler-se na resposta endereçada aos deputados social-democratas.



“ODORES NORMAIS”

Nas inspecções realizadas pelo serviço de Inspecção Regional do Ambiente (IRA), cujos relatórios estão disponíveis em anexo, a tutela verifica que os maus cheiros seriam causados pela ETAR e pelo tratamento de vísceras e sangues no matadouro.

“No primeiro caso, foram detectadas irregularidades, tendo sido impostas medidas para a sua regularização com a obra em curso”, refere.

Também em curso, continua, está a obra relacionada com a alteração do ponto de descarga de águas residuais, com separação do efluente da fábrica de conservas do efluente das restantes unidades fabris.

Já sobre o manuseamento de produtos de origem animal, o documento governamental dita que o mau cheiro é natural e, por isso, as medidas aplicadas são de recomendação “para um melhor funcionamento nas componentes”.

“Recomendou-se a instalação de um sistema de desodorização associado aos equipamentos e infra-estruturas onde trabalham os subprodutos animais”, salienta.



OBRA EM EXECUÇÃO

Conforme as declarações do secretário regional da SRAM, Álamo Meneses, na edição de 9 de Setembro deste jornal, “o problema dos esgotos a céu aberto na zona da onda de Santa Catarina, no concelho da Praia da Vitória, deverá estar resolvido até final de Outubro”.

A obra, orçada em 150 mil euros, e com um prazo de execução de 30 dias, consiste na instalação subterrânea de uma tubagem com mais de um quilómetro de comprimento que levará os afluentes tratados das várias ETAR´s para o fim do muro, cortina do parque de combustíveis que está actualmente a ser reforçado.

Trata-se de um projecto conjunto entre a Portos dos Açores, Associação para a Gestão do Parque Industrial da Ilha Terceira (AGESPI) e a SRAM.

Sónia Bettencourt sonia@auniao.com

http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=26399

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Santa Catarina, uma abordagem histórica

Santa Catarina é actualmente vista como a melhor onda dos Açores para a prática de bodyboard (opinião subscrita por alguns riders açorianos de renome) e uma das melhores de Portugal, comparável à meca de Pipeline, havendo uma concordância generalizada quanto à qualidade mundial desta onda, por parte de inúmeros surfistas e bodyboarders profissionais, fotógrafos, publicações internacionais como a “Stormriders Guide”, ou a revista de bodyboard Vert, que têm tido fotos, reportagens e inúmeras referências à onda de Santa Catarina, ao longo da última década.

Preocupação social
A preocupação com a onda de Santa Catarina já vem de longa data. No início dos anos 90, um movimento intitulado COCOVAMA - Companhia de Corredores de Vagas de Mar - foi o primeiro sinal de alerta quanto às alterações costeiras na Praia da Vitória: o Porto Oceânico desde 1985 e em seguida infra-estruturas industriais e de apoio à actividade portuária. A contrução deste porto eliminou uma série de ondas que quebravam em fundo de areia na baía da praia, sobrando até à actualidade apenas a onda da Ribeira de Santo Antão (chamada de Riviera entre a comunidade surfista local).
Santa Catarina já é surfada por locais há pelo menos 25 anos, e em 1986 já era vista como um santuário de surf, por surfistas como “Xico Martelada”, Carlos “Perna” Gouveia ou o carismático João Luís “Arquitecto” P. Santos, a que se seguiram surfistas como José Fernando Lima José Sousa, os irmãos Ricardo e João Freitas e mais recentemente, nos anos 90 Filipe Barata.

A questão da onda do Terreiro de São Mateus
Entre 2008 e 2009, uma grande pressão social foi feita para evitar graves danos à onda do terreiro, mediante a ameaça de uma obra costeira para “protecção” do novo bairro social. Foram apresentados projectos alternativos como a “Alternativa Feliz” do Arqº João Luís dos Santos e propostas para minimizar os efeitos caso a obra avançasse. Pessoas como Filipe Alves ou João Monjardino trabalharam arduamente de variadíssimas formas, reunindo assinaturas, organizando eventos, manifestações e divulgação nos media, no sentido de evitar o pior. A obra foi feita mesmo assim e a onda ainda lá continua, ainda que com algum backwash e menos segurança nas entradas e saídas.

Bodyboard em Santa Catarina
O bodyboard local surgiu no início dos anos 90 com riders como Filipe Lourenço e Carlos Moura, entre outros. A esta primeira vaga seguiram-se a meados dos anos 90 Carlos Leal e Tó Branco. Já no início deste século, surgiram Samuel Barcelos, Miguel Mendonça, Nelson Branco e Tiago Fagundes, entre outros. A atitude local sempre foi receber os visitantes numa óptica de “respeita e serás respeitado”, o que será confirmado pelos inúmeros praticantes de origem nacional e internacional que a visitaram. A comunidade surfista local sempre se mostrou pouco ou nada interessada em receber competições ou eventos que fomentassem a exposição mediática da onda (argumentando o potencial aumento desmesurado do crowd e a perturbação da paz que sempre se viveu neste local, numa onda que pelas suas características, não permite muitos praticantes por sessão).


Ameaças à onda

Matadouro Industrial
Entre 2005-2007 deu-se a construção e instalação do parque de combustíveis da Ilha Terceira e do matadouro industrial da ilha Terceira, a escassos 100m da laje onde quebram as famosas ondas, na antiga pedreira do Cabo da Praia (que serviu para a construção do referido porto oceânico).
O matadouro representou uma ameaça séria à onda logo de início por via das descargas de vísceras e sangue dos animais abatidos em quantidades na ordem dos milhares de litros por dia. Tais factos levaram à criação de um núcleo de força local, em parceria com movimentos cívicos, abaixo-assinados e associações de defesa do ambiente - Gê-Questa - conjuntamente com a comunidade local de desportos de ondas. Surgiu assim o movimento cívico intitulado SOS-CABO DA PRAIA, que recolheu assinaturas, organizou protestos, “meetings” de surf com o intuito de chamar a atenção dos media para o problema e sessões de esclarecimento com a comunidade local, que foram amplamente divulgados ao nível local. Graças à entrega de pessoas como Sérgio Aparício, Filipe Barata ou Pedro Cordeiro, alertou-se para o valor patrimonial não só desta onda como de toda a envolvente: a pedreira entretanto formou uma zona húmida com potencial turístico, um hotspot para observação de aves selvagens provenientes do Norte da América, sendo esta uma referência a nível europeu. Por outras palavras, foi apresentado o potencial da onda num contexto multidisciplinar, como o seguinte título de uma das acções atesta “Proposta de acções geradoras de recursos auto-sustentáveis para a orla costeira do Cabo da Praia, ilha Terceira – Açores”.
Este movimento provocou a visita do antigo Secretário Regional da Agricultura e Florestas ao local, que garantiu que o matadouro estaria equipado com todas as condições para fazer face à sua actividade sem provocar problemas de saúde pública. Passados alguns meses a situação foi efectivamente resolvida e não mais esse esgoto perturbou nem manchou as águas de Santa Catarina.


Pescatum /Descargas a céu aberto
Por sua vez, um segundo esgoto proveniente do parque industrial e de uma indústria conserveira - a Pescatum - já vinha a ameaçar a saúde pública dos praticantes, por via de grandes descargas nauseabundas, desde o início deste século. Este é um problema antigo e que foi amplamente divulgado nos media locais e regionais. Foram feitos abaixo-assinados, queixas à Secretaria do Ambiente, à Autoridade Marítima, foram conduzidas reportagens para a RTP-Açores, RDP-Açores, e os jornais locais, Diário Insular e A União. O movimento tomou conhecimento de análises efectuadas ao local, cujos resultados nunca vieram a público.


Parque de Combustíveis do Cabo da Praia
Quanto ao parque de combustíveis, de interesse estratégico, também foi instalado na antiga pedreira do Cabo da Praia, aquele era de facto o local lógico para a sua implantação. Como a pedreira já tinha sido escavada demasiado profundamente e próxima à linha de costa basáltica, a água entrou via aquífero de base e formou-se uma nova zona húmida. Devido à erosão costeira, facilitada pelo tipo de material e pelas fortes tempestades de 2009 e 2010, surgiu uma ameaça física à integridade do parque de combustíveis, o que levou durante o ano de 2011 às obras costeiras de protecção, através de um molhe de protecção de cerca de 1km de extensão, obra realizada a cargo da APTG-Administração dos Portos da Terceira e Graciosa, actualmente Portos dos Açores (que detém a jurisdição terrestres da zona).

Criação da AST – Associação de Surf da Ilha Terceira
Em 2009, surge a AST - Associação de Surf da Ilha Terceira, a primeira organização com voz activa no surf terceirense. Referir o impulsionador da primeira reunião pré-AST, anterior presidente da Gê-Questa, e membro da I direcção da AST, Msc. Orlando Guerreiro. Essa associação surgiu da necessidade de criação de uma organização oficial que defendesse os interesses da comunidade local de desportos de ondas perante as ameaças que existiam contra as ondas locais. A preservação das ondas e o assegurar de condições de segurança e saúde pública aos seus utilizadores constituem os seus objectivos máximos.


Actividades da AST
Entre 2009-2010 destaque para as inúmeras acções de limpeza costeira e “meetings” de surf realizados em parceria com associações locais de defesa do ambiente (Gê-Questa). Referir a vinda de Mike Stewart a São Miguel e à Terceira em Dezembro de 2009 (parceria AST/USBA-União de Surfistas e Bodyboarders dos Açores), como aliado na luta pela preservação de Santa Catarina. No âmbito desta deslocação a AST organizou uma sessão de esclarecimento sobre a onda, realizada na Casa das Tias do Vitorino Nemésio, Praia da Vitória. Nesta sessão, o Sr. Secretário Regional do Ambiente, álamo Meneses, como convidado de honra, prometeu a resolução ainda em 2010 da questão dos esgotos tendo referido que "ou a fábrica fechava ou resolvia-se o problema dos esgotos". Mike Stewart recusou-se a entrar na água devido ao esgoto, mas enalteceu a qualidade da onda e o potencial deste recurso. Em 2010, foi exercida mais pressão mediática pela AST no sentido de se resolver o problema do esgoto, por via da provável interferência negativa na anunciada etapa do Mundial de Bodyboard.


A temida obra costeira, a maior ameaça
Já em 2011 iniciaram-se as controversas obras costeiras. A AST e a comunidade local de desportos de ondas reconhecem a necessidade desta obra. Contudo, todo o esforço comunicacional e negocial foi dirigido de forma a fazer-se a obra não afectando fisicamente a qualidade da onda. Há a referir o excelente diálogo AST/USBA com a APTG, que transmitiu desde o início do processo muita honestidade, transparência e vontade de atingir uma solução que não violasse os interesses de ambas as partes.Decorreram reuniões de trabalho conjuntamente com o Arqº João Monjardino no sentido de ter-se acesso ao projecto em papel. Após a consulta do projecto, constatou-se que caso fosse executado na forma inicial, traria consequências gravíssimas para a onda, nomeadamente a reflexão.
Decorreu uma reunião de trabalhos com o engenheiro encarregado de obra que se deslocou a Santa Catrina com a onda a funcionar. O projecto foi reformulado recuando 10m no papel,  situando-se no limite do zero hidrográfico. Os media foram alertados aquando do início repentino dos trabalhos e a obra foi acompanhada passo a passo, dia a dia, até ao seu términus. Apesar de toda a contra-informação e controvérsia gerada à volta desta obra, obteve-se a garantia por parte do Sr. Director Regional dos Transportes Terrestres de um mês inteiro de observação dos trabalhos para se ter a certeza que a obra não afectaria a onda. Assim aconteceu e desde o projecto inicial a obra recuou duas vezes para um total final de 13m, tendo sido dadas as garantias que recuaria ainda mais caso se confirmasse a interferência por reflexão (backwash).
Nas semanas seguintes ocorreram várias ondulações superiores a 3m e não houve qualquer reflexão. A AST ficou satisfeita com as negociações, sendo este um exemplo de excelente comunicação, boa vontade política e entrega total de determinadas pessoas, a referir João Monjardino  que se empenharam e desdobraram para um final positivo para todos.
A participação da USBA, nas pessoas do Arqº João Monjardino e Pedro Arruda e da Engª Conceição Rodrigues da APTG são referências obrigatórias além da AST, para o sucesso de  toda esta grande operação.

Potenciais da onda e envolvência
Considerar o potencial desportivo, de lazer, turístico da onda, em conjugação com a envolvente natural e humanizada, numa perspectiva sustentável, em ligação com actividades de orla costeira, pesca, caça submarina. passeios à beira mar, bicicletas, observação de aves migratórias no paul da pedreira do Cabo da Praia (considerado por Staphan Rodebrand, fundador e director do site "Birdingazores", no passado dia 1 de Fevereiro na confª sobre Zonas Húmidas organizada pela CMPV, como "Provavelmente o melhor local para observação de aves neárticas do mundo") situado a apenas 200m a SE de Santa Catarina.


Tratar este caso sempre numa perspectiva integrada de recuperação e salvaguarda dos interesses da plataforma logística, combustíveis, portos e zona industrial com os interesses sociais e recreativos, turísticos e de potencial económico (surf, observação de aves) de impacto para a freguesia, concelho e mesmo ilha Terceira/Açores.


Azores Islands Bodyboarding Festival
A AST – Associação de Surf da Terceira e da USBA – União de Surfistas e Bodyboarders dos Açores organizam esta prova, que veio criar condições para que toda a pressão mediática, social e política congregasse uma massa crítica que conduziu à materialização da promessa política assumida em 2009 e reafirmada durante 2010 e finalmente em 2011 com a promessa oficial de uma obra de engenharia orçada em 150000euros, com desvio de todos os esgotos existentes no Parque Industrial do Cabo da Praia, e garantia oficial que não haveria problemas durante o decurso da prova. A obra não se encontra ainda 100% concluída mas temos informação que estará dentro das próximas 2 a 3 semanas, o que constituirá uma grande vitória do surf terceirense, e das instituições açorianas na defesa do seu grande património, as nossas ondas.


Carlos Leal
Presidente da Direcção da AST – Associação de Surf da ilha Terceira

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Desvio do esgoto - obras em Santa Catarina

Já há muito ansiávamos por esta notícia. Oficial, arrancaram já as obras de desvio dos esgotos em Santa Catarina.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Na minha Ilha


A Secretaria Regional do Ambiente e do Mar (SRAM) dos Açores implementou uma nova ferramenta que permite relatar ocorrências ambientais no arquipélago açoriano. 

Denominado «Na Minha Ilha», o serviço permite ao cidadão assinalar numa base geográfica qualquer tipo de ocorrência ambiental existente nos Açores. Para tal o utilizador tem de seleccionar o local e preencher um formulário que é enviado de forma automática para os serviços centrais da SRAM.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Noticia Diario Insular Esgotos Santa Catarina

Santa Catarina DI

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011


 Release Media II

Obras Costeiras em Santa Catarina
Referir o excelente diálogo AST/USBA com a APTG, na pessoa da Srª Engª Conceição Rodrigues, que transmitiu desde o início do processo muita transparência e vontade de comprometimento numa solução de acordo que não violasse os interesses de parte a parte. Participação da USBA, nas pessoas do Arqº João Monjardino e do Pedro Arruda é obrigatório referir, para o bom porto da situação.

garantia por parte do Director Regional dos Transportes de um mês de observação para os surfistas e bodyboarders terem a certeza que a obra não afectará a onda. Desde o projecto inicial, a obra recuou duas vezes para um total de 12 metros e poderá recuar mais ainda caso se confirme a interferência por reflexão (ondas que batem na pedra e voltam para o mar, afectando a qualidade da onda seguinte).

Problema dos esgotos
A questão do Sr Secretário Regional do Ambiente, Dr. Álamo prometeu a resolução em 2010 da questão do esgoto e não estamos esquecidos disso  "ou a fábrica fecha ou resolve-se o problema dos esgotos" (sessão de esclarecimento sobre Santa Catarina realizada pela AST-USBA, aquando da vinda do Mike Stewart em Dezembro de 2009 na Casa das Tias do Vitorino Nemésio);
Os problemas de saúde pública associados ao esgoto da PESCATUM, por resolver há muitos anos. O facto do Mike Stewart, 11 vezes campeão do mundo, se ter RECUSADO  a entrar quando cá esteve e ter afirmado, tal como os profissionais q foram entrevistados pelo DI, bem como fotografos, surfistas e bodyboarders profissionais, VERT - revista bodyboard portuguesa, Publicação internacional “Stormriders Guide”, referem Santa Catarina como a melhor onda dos Açores e uma das melhores de Portugal, sem dúvida, comparável à "meca" hawaiana, "Pipeline", na costa norte da ilha de Oahu, havendo uma concordância generalizada entre a comunidade surfística quanto à qualidade MUNDIAL desta onda.

Potenciais da onda e envolvência
O potencial desportivo, de lazer, turístico da onda, em conjugação com a envolvente natural e humanizada, numa perspectiva sustentável, em ligação com actividades de orla costeira, pesca, caça submarina. passeios à beira mar, bicicletas, observação de aves migratórias no paul da pedreira do Cabo da Praia, considerado por Staphan Rodebrand, fundador e director do site "Birdingazores", que reúne imensa info sobre aves nos Açores, no passado dia 1 de Fevereiro na confª sobre Zonas Húmidas organizada pela CMPV, como "Provavelmente o melhor local para observação de aves neárticas do mundo," situado a apenas 200m a SE de Santa Catarina".


Conclusões:
Perspectiva integrada de recuperação e salvaguarda dos interesses da plataforma logística, combustíveis, portos e zona industrial com os interesses sociais e recreativos, turísticos e de potencial económico (surf, observação de aves) de impacto para a freguesia, concelho e mesmo ilha Terceira/Açores.

Confirmação da intenção e clearences de todas as partes para se realizar o Mundial e Nacional nos Açores, e ainda o problema dos esgotos a resolver: um problema q pode por em risco toda a operação e q ja devia estar resolvido. Acreditamos na boa fé das entidades, mas o tempo urge e intenções não chegam, se não se puder fazer o Mundial, imputar-se-á a responsabilidade da transferência para outro local nos Açores à SRAM, pois é a instituição que tem a competência para resolver o assunto, conforme assumido publicamente pelo Sr. Secretário na Casa das Tias, em Dezembro de 2009.

Atentamente,
Carlos Leal
Direcção da AST

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Aliados na Luta por Santa @Mainland



A AST agradece desde já a disponibilidade do SOS-Salvem o Surf, especificamente à pessoa do Doutor Pedro Bicudo, por todo o trabalho desenvolvido,

A Direcção da AST.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Comunicado - Mundial em Santa Catarina

Caros Associados AST e comunidade surfística,

Conforme discutido interna e externamente, votado e anunciado já em 2010 em Assembleia-Geral da AST, a AST em parceria com a USBA anunciam a POSSIBILIDADE de realização ainda este ano, através da IBA, e de acordo com os financiamentos disponíveis (pendentes de aprovação) de uma etapa do Mundial de Bodyboard nos Açores, em que se houver apoios regionais e locais, poder-se-á a mesma realizar na onda rainha, Santa Catarina, Cabo da Praia, na Terceira.

Prontamente informar-vos-emos se e quando houverem novos desenvolvimentos,

A Direcção da AST

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Face aos esgotos em Santa Catarina

Publicado na Terça-Feira, dia 21 de Setembro de 2010, 
em Actualidade no Jornal A União

"A onda de Santa Catarina, na Praia da Vitória, está a ser afectada pelos esgotos a céu aberto, provenientes da Estação de Tratamento de Águas Residuais e de uma empresa de conservas do Parque Industrial da Praia da Vitória, cujo cheiro nauseabundo é detectável a cerca de 150 metros de distância.

O presidente da Associação de Surf da Ilha Terceira, Carlos Leal, questiona o ponto de situação deste problema que o secretário regional do Ambiente e do Mar garantiu solucionar durante o ano de 2010.
 
As eventuais soluções para acabar com a poluição da onda de Santa Catarina, na Praia da Vitória, considerada uma das melhores a nível regional para a prática de bodyboard, e provavelmente a mais famosa dos Açores no país e no mundo, permanecem até à data na incógnita junto das associações de surf. 

Em causa estão dois esgotos a céu aberto, gerados pela Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) e por uma empresa de conservas do Parque Industrial da Praia da Vitória, de segunda-feira a sábado, que atribuem à água do mar uma coloração branca esverdeada, com espuma, emitindo um cheio nauseabundo facilmente detectável a cerca de 150 metros de distância, conforme a direcção dos ventos. 

Este problema de carácter ambiental e saúde pública foi já sinalizado pelas entidades governamentais, as quais assumiram a eventual resolução por altura de um evento organizado pela Associação de Surf da Ilha Terceira (ASIT), em colaboração com a União de Surfistas e Bodyboarders dos Açores (USBA), e que trouxe o bodyboarder norte-americano Mike Stewart à ilha Terceira.  

“O Secretário do Ambiente e do Mar garantiu acabar com a poluição que afecta a onda [de Santa Catarina] durante o presente ano. No entanto, desconhecemos o ponto de situação”, recorda o presidente da ASIT, Carlos Leal, em declarações ao nosso jornal, as palavras de Álamo Meneses expressas durante uma sessão de entrega de prémios daquelas modalidades desportivas, que teve lugar na Casa das Tias, concelho da Praia da Vitória, no final do ano transacto. 

Como sugestão a pôr fim à poluição naquele local à beira-mar, o responsável indica a construção de um emissário submarino, supostamente a 200 metros de distância da costa, e/ou a aplicação de formas de tratamento mais avançadas de modo a reduzir a carga poluente.

“O esgoto do Matadouro existe mas está a funcionar correctamente”, aponta como exemplo de uma resolução para o género de problema. 

Carlos Leal alerta para o cheiro nauseabundo que se faz sentir no local, sobretudo da parte da tarde, altura do dia em que as descargas são mais intensas, o que, no seu entender, compromete, inclusive, o turismo.

“É uma recepção à terceiro mundo”, considera ao referir-se a turistas e visitantes que embarcam e desembarcam no porto da Praia da Vitória nos barcos inter-ilhas.

Em suma, diz, as dúvidas da ASIT estendem-se em relação às análises da qualidade da água do mar em Santa Catarina. Se foram existem ou não e, em caso afirmativo, onde estão os eventuais resultados.


Edifício-sede precisa-se

A ASIT está a reunir esforço para a aquisição de um edifício-sede de modo a preencher as necessidades da colectividade.

“Falta-nos um espaço físico para avançar com a Escolinha de Surf”, destaca o presidente. 

Carlos Leal pretende assim levar a cabo um conjunto de workshops, sessões de esclarecimento e aulas sobre a modalidade orientados para as camadas mais jovens da população e, igualmente, para todos os interessados.  

Já sobre o material e equipamento, o dirigente associativo revela que foi possível obter o financiamento através do Fundo de Coesão Rural da Praia da Vitória, e, por isso, reforça a intenção de o grupo de surfistas e bodyboarders querer adquirir uma infra-estrutura localizada na zona da Avenida Marginal da Praia da Vitória, para guardar essas ferramentas de trabalho. 

Com um ano de existência, a ASIT congrega actualmente cerca de 40 associados que se dedicam a promover as modalidades a nível local e regional, com participação activa em provas de competição, sendo que a próxima – 2ª Taça Açores – está marcada para os dias 25 e 26 de Setembro, na Praia de Santa Bárbara, concelho da Ribeira Grande.; e em acções de limpeza de praia, como a que terá lugar nas Contendas, Vila de São Sebastião, no dia 25 do mesmo mês, em parceria com a Gê-Questa, seguindo-se a realização de um mini-workshop de surf."

Texto de Sónia Bettencourt
Retirado na íntegra do Jornal A União

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Terreiro


Fonte:http://tuberiders.blogspot.com; Foto:Tissiano
http://lestadasurfspot.blogspot.com/2009/02/salvar-o-terreiro-governo-regional.html
http://tuberiders.blogspot.com/search/label/SOS%20Terreiro?zx=181f21a63c223727
4 de Fevereiro de 2009. Nesta data, Filipe Alves, surfista assíduo da onda do Terreiro publicou uma mensagem no conhecido Blog de surf "TubeRiders" e no seu próprio Blog "Lestada". Podem ver na íntegra o conteúdo da mensagem em um dos link acima. Passo a citar o que foi referido nessa mensagem que consideramos mais importante: "ofício da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar de 03/02/2009, a mim dirigido (não sei porquê, talvez pelo LestadaSurfSpot e pela divulgação feita), onde "nos" vem informar o que passo a transcrever: "serão salvaguardados os valores de natureza histórica e valorizado o património existente","Mais se informa que será efectuada uma avaliação cuidadosa à densidade do manto e analisado e processo de deflexão e reflexão das ondas." assinado pelo Chefe de Gabinete Sr. João Pedro Terra Garcia, e CC ao Secretário-Geral da Presidência do Governo e ao Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo"

Hoje foi constatado por vários surfistas que as obras recomeçaram e que a área que supostamente seria desimpedida, está novamente a ser invadida por pedras para, provavelmente, a construção de mais uma promenade na costa da Ilha Terceira.


Fonte:http://tuberiders.blogspot.com; Foto:Moura
A AST espera que esta situação não passe de um mal-entendido e que a praia utilizada para a saída e entrada no mar volte a ser desimpedida. Uma vez que, se a onda já não é o que era devido à obra (realizada sem qualquer tipo de consulta pública), e que não respeitou aqueles que mais amam o mar, resta-nos apenas proteger o acesso ao Mar.
Queremos também chamar a atenção dos que costumam lá surfar para o perigo que aquela área representa, em especial neste momento em que deverão existir mobilizações constantes de material rochoso de grandes proporções (entenda-se CALHAU).
quando entrar o set, antes do bico-de-pato olha pra trás, é que pode estar a "entrar" o calhau!!