domingo, 16 de maio de 2010

SOS Salvem o surf


"Ao assinar este documento declaro que me associo ao SOS salvem o surf na sua causa de atingir 2000 sócios para registar-se como ONG Ambiental de âmbito nacional.

Esta assinatura não me obriga a pagar uma quota, pois durante esta campanha para os 2000 sócios do SOS salvem o surf, a quota de 2010 ano é gratuita. Esta assinatura não será tornada pública.

O surf tem vindo a ser ignorado na maioria das obras costeiras portuguesas, levando à perda de cerca de uma onda de qualidade mundial por ano. Já perdemos 10 ondas de qualidade mundial, o que já lesa o potencial de desenvolvimento económico de Portugal em cerca de mil milhões de euros por ano.

O SOS salvem o surf (salvemosurf.org) nasceu de um movimento cívico, não radical e de grande qualidade técnica, com o fim de proteger, preservar e estudar o surf, potenciando assim o desenvolvimento sustentável de Portugal. O SOS salvem o surf respeita todas as comunidades de surfistas e apoia com igualdade todos os desportos de ondas, fiel à raiz da palavra “surf” que significa rebentação das ondas. O SOS salvem o surf aceita todos os amigos do surf e todo o apoio, incluindo donativos e voluntariado, que estes lhe queiram oferecer.

Assim pretendo ajudar o SOS salvem o surf a ser uma ONGA para este:
- aceder aos Estudos de Impacte Ambiental das obras costeiras,
- participar na legislação ambiental costeira,
- solicitar análises sobre a qualidade ambiental,
- assistir processos de crime ambiental,
- receber mecenato, apoio estatal e tempo de antena."

Fonte: Petition Online

3 comentários:

Altar Mar disse...

Se os objectivos forem apenas estes:
"- aceder aos Estudos de Impacte Ambiental das obras costeiras,
- participar na legislação ambiental costeira,
- solicitar análises sobre a qualidade ambiental,
- assistir processos de crime ambiental,
- receber mecenato, apoio estatal e tempo de antena" então esta iniciativa seria de aprovar.

Porém, (existe sempre um porém nestas coisas..) associado a estes objectivos existem outros como a "Caracterização das ondas" e "Definir o potencial da costa para o surf" que me intrigam e deixam de pé atrás.

Se esta caracterização e definição de potencial implica uma catalogação exaustiva de todas as ondas existentes ao longo da costa (tipo wannasurf ou mais pornemorizada) então será do meu ponto de vista de questionar. O intuito de se salvar da destruição algumas ondas não deve ser confundido com projectos de surf-turismo de "mil milhões de euros" que apenas interessam a quem os promove. É verdade que existem casos sérios de Ondas em perigo, mas como já foi mostrado pela acção da AST, existem formas alternativas de solucionar o problema e agir com as autoridades competentes.

Uma coisa é chamar a atenção para uma onda em perigo real ou potencial, outra bem diferente é catalogar ondas em lugares de dificil acesso, outras não tão visiveis e até outras em que se percebe que não existe qualquer risco de destruição. Misturar a intenção dos mil milhões de euros com a intenção da salvaguarda das ondas não me parece correcto, pois os objectivos são bastante diferentes.

Quando me refiro a esta questão faço-o a nível nacional e não apenas olhando para o contexto regional, pois parece-me que ultimamente a preocupação dos mil milhões de euros já ultrapassou a intenção de se salvar as ondas...

Salvar as ondas em perigo, criar fundos artificiais e uma maior intervenção de quem surfa na discussão de projectos. SIM

Querer apostar num turismo massificado de "mil milhões de euros" onde surfar se torne um inferno aquático. NÃO

Cumprimentos a todos.

F.

Pelágico disse...

Existem sempre situações que podem ser interpretadas de várias maneiras, o que leva a um óbvio questionamento por parte de quem tem receio de ver o presente se alterar drasticamente para pior. Eu, ao contrário de ti Altar-Mar, tenho quase sempre uma posição oposta, e talvez por isso (e apesar de por vezes algo conflitual), exista uma relação de amizade que é, acima de tudo, de respeito pelas nossas posições divergentes.
Como bem me conheces, eu arrisco e assino, porque mais que suspeitar (e entendo plenamente a tua posição e por isso não critico- nem devo fazê-lo) trago uma enorme revolta de como o "sistema" funciona atualmente..
E neste sistema o surf não existe!!
Não estou a falar no sistema fútil de campeonatos e outras coisas que tão bem questionas e refletes nos teus textos, mas sim, no sistema de "crescimento" e "des-envolvimento" existente em Portugal. Neste sistema a "obra pública" predomina, o enrocamento e pontão predominam, a barragem hidroelétrica predomina, o "calçadão" predomina e a erosão e artificialização da orla costeira predominam!!!
Estou farto!!!
Em outros países estão a re-naturalizar a costa, a desmantelar barragens e a valorizar a paisagem costeira natural …
Em Portugal, e em especial nos Açores os “calçadões” e os Hotéis à beira mar continuam sem qualquer envolvimento (por isso é que é DES – envolvimento)…

Forte abraço compadre

SOS disse...

Olá amigos,

Quando dizemos que o surf em um potencial económico elevadíssimo, não estamos a dizer para vendermos a nossa costa, estamos apenas a atribuir-lhe muito valor, valor esse que pretendemmos preservar para as gerações vindouras, ou quanto muito gerir de uma forma equilibrada, mas não destruir ao mínimo pretexto alheio ao surf.

Talvez se possa traçar um paralelo com o ouro que está no Banco de Portugal, será que o devemos vender por dá cá aquela palha, só porque não é usado, ou será que o devemos preservar?

Em todo caso deixo aqui o pedido para que os amigos do surf e da nossa costa assinem a petição, para que o surf possa ter mais participação nas tomadas de decisão ambientais.

Boas ondas para todos,

Pedro